Notícias

Outras Notícias

Entrevista com os autores Nilsa Alarcon e J.C. Alarcon

Data 18/6/2009 23:45:00

Nilsa Alarcon e J.C. Alarcon conheceram-se em 1986. De lá para cá, escreveram, a quatro mãos, mais de 60 títulos, editados de forma independente, e que conquistaram mais de um milhão de leitores no Brasil e no exterior. Agora, toda a obra do casal, tanto os títulos novos quanto os antigos, de ficção e não ficção, recebe novo tratamento editorial, sob o selo da Editora H. O primeiro, Retorno dos Atlantes, lançado em novembro de 2008, é um romance que hipnotiza o leitor ao contar a história do renascimento da civilização egípcia, através do reencontro de duas almas gêmeas após o dilúvio que submergiu a Atlântida. O próximo livro, Consciência da Totalidade - como tornar cósmica a consciência humana, já se encontra nas livrarias de todo o país. Nesta entrevista os autores contam um pouco sobre o seu primeiro livro, Retorno dos Atlantes.

1) Em que se baseia o Retorno dos Atlantes?
J.C e Nilsa Alarcon - Na gênese de nossa galáxia, milhões de anos antes da existência das raças lemuriana e atlante. Foi inspirado em fragmentos da memória ancestral sobre a evolução espiritual do planeta, principalmente na etapa dos atlantes que reencarnam nos egípcios, povo oriundo do sistema galáctico de Marduk, e por hebreus, povo oriundo de Omphis e estabelecido na Mesopotâmia. O fio condutor segue o grande amor entre El-Argon/Menés e Shaedai/Ismarna e a razão de ambos terem se tornado terráqueos.

2) Quem eram os atlantes?
J.C e Nilsa Alarcon - Na ficção eles são seres poderosos ou espíritos mardukianos que conseguem criar um determinado tipo de macaco e o desenvolvem até torná-lo um hominídeo falante. Passaram a aprimorar sua genética, e, em parte, conseguem sublimar o aspecto animal e desenvolver a parte racional. A partir daí, seus espíritos passaram a habitar a Terra através da encarnação nesse tipo de animal, geneticamente preparado para evoluir até atingir a condição de ser humano. Eles próprios vão se tornando humanos diferenciados, perdendo os poderes e esquecendo a própria origem. O resultado da experiência é que até hoje eles estão aqui, como todos os humanos, sem saberem quem são e de onde vieram.

3) Por que a escolha do título Retorno dos Atlantes?
J.C e Nilsa Alarcon - Existe um sentido para a palavra retorno, porque eles retornam duas vezes ao Egito, uma vez no Tibete entre Índia e China, uma vez na Arábia ao tempo de Jesus, duas vezes seguidas na Europa, uma vez no Brasil (atualmente) e uma última vez no futuro, em 2758, espalhados no mundo todo. Então se dá o retorno deles a sua dimensão original. Na verdade, Retorno dos Atlantes é o primeiro de uma série de sete livros. O segundo título será lançado ainda este ano pela Editora H.

4) Qual o principal legado dos atlantes?
J.C e Nilsa Alarcon - Eles deixaram na Terra grandes marcos para orientá-los em seu retorno, o que aconteceu logo nos primórdios do Egito, da primeira à quarta dinastia, quando perdem quase totalmente seus poderes. Além dos monumentos colossais, há resquícios de astronomia, matemática, arquitetura, escrita, arte, música e manuseio agropastoril. Isso contribuiu muito para o progresso que temos hoje.

5) A grande esfinge do Egito foi, na verdade, obra dessa civilização?
J.C e Nilsa Alarcon - O romance é baseado nessa premissa, e a ficção revela como isso aconteceu, antes de a Atlântida submergir. Conta que os primeiros egípcios eram remanescentes dos atlantes, possibilitando o retorno deles através da reencarnação. Eles retornam e conseguem desenterrar a Esfinge das areias. Esse é apenas um dos marcos importantes na jornada dos atlantes; existem outros.

6) Por que eles sucumbiram?
J.C e Nilsa Alarcon - A crença religiosa sempre estabelece uma “queda” por causa de maldade, egoísmo, ignorância. Isso contribui, e muito, para a degeneração de uma raça, a transgressão das leis naturais e a violência contra a natureza, semeando uma lei natural do retorno. Todavia, a ficção demonstra que, independentemente da ação do homem, o planeta passa, ciclicamente, por uma espécie de morte e renascimento. Eles não sucumbiram, apenas atravessaram, como o planeta, esse ciclo de morte e renascimento. Nos diálogos de personagens no romance, esquecidos de sua origem, surge sua crença em castigos divinos, prenunciando o germe que daria origem a todas as religiões e seus preceitos de merecimento do paraíso por boa conduta, ou do fogo do inferno por má conduta. Quem tem má conduta já vive no inferno aqui mesmo, porque o inferno é uma dimensão dentro da mente humana. O problema é a somatória de muitas mentes infernais.

7) No livro, El-Argon e Shaedai são almas gêmeas. Vocês acreditam nisso?
J.C e Nilsa Alarcon - A história se baseia na jornada terrena e astral de El-Argon e Shaedai, almas gêmeas mardukianas transformadas em dois seres humanos, sempre se encontrando, em sucessivas encarnações. Trata-se de uma licença poética, porque no fundo não acreditamos que a pessoa tenha somente uma alma gêmea. Para reconhecer sua alma gêmea, basta observar o comportamento de Ismarna e Menés na trama do livro. Apesar de serem pai e filha, eles conservam o amor de seus espíritos como Shaedai e El-Argon. Diríamos que alma gêmea mesmo, por amor, faz tudo que El-Argon/Menés fez por Shaedai/Ismarna e tudo que Shaedai fez por ele, pois ela personificou o amor total ou ilimitado, disposta a deixar seus imensos poderes para mergulhar no esquecimento do próprio ser, em prol de um planeta. E fez isso porque ele escolheu essa jornada, e ela nunca o abandonou.

8) Existe, nos dias atuais, algum acontecimento que se possa ligar ao livro?
J.C e Nilsa Alarcon - Um fato que é comentado no livro e que se repete ainda hoje é a explosão demográfica. O livro relata a experiência dos atlantes, que na ficção são extraterrestres e que acabam se tornando seres humanos comuns, destituídos da memória, mas mantendo no subconsciente, ou no inconsciente, uma memória ancestral. Em um determinado momento houve uma explosão demográfica, e eles tinham total consciência dos malefícios que representa, para um planeta e seus recursos, o progresso demasiado e desregrado. Hoje podemos perceber a mesma explosão demográfica em países como China e Índia, por exemplo.

9) Qual a mensagem que vocês quiseram passar no livro?
J.C e Nilsa Alarcon - O amor é uma inspiração que transborda, como uma fonte que se torna um rio e, caudaloso, segue para o mar. O amor quer encontrar as pessoas como o rio quer encontrar o mar. Não é humanamente possível ir ao encontro do coração de todas as pessoas que ainda são afetivas, como anseia o nosso coração. Um livro pode ir ao encontro de muita gente, e, através dele, nossas almas segredam delicadezas que escaparam dos corações aflitos e nosso olhar descreve geografias que ainda habitam o inconsciente de todo ser humano. O mundo está tão descrente, carente de afeto e de amor verdadeiro. Nessa lacuna se insere tanta indiferença. O amor que é o fio condutor da história de Menés e Ismarna é essencialmente a mensagem que passamos. Nada piegas, temos certeza. Nenhuma debilidade sentimental, porque o amor verdadeiro não é isso. É além e é aqui, é cósmico e é feito de arroz, feijão e lençois, dias de chuva e gotas na vidraça, da pressa para pegar o ônibus e daquele sorriso ao voltar para casa. Amor por amor pode parecer um conto de fadas. Essencialmente, é uma trajetória evolutiva das almas. No fundo, é a mensagem de uma linda e dramática gênese humana ou de como um coração pode saber que o amor é tudo e que, com ele, até o vazio é extraordinário.

10) Como vocês definiriam o Retorno dos Atlantes?
J.C e Nilsa Alarcon - Como uma história que tem o poder de hipnotizar o leitor.

Imprimir     Indique a um amigo

Leia também

Fechar X

Indique para um amigo

Seus dados

   

Dados do Amigo

   

Mensagem: